Quantas vezes você já se pegou repetindo os mesmos padrões nos relacionamentos? Ou sentindo que, por mais que tente, nunca é suficiente? Muitas mulheres enfrentam essas questões sem perceber que elas podem estar ligadas a algo mais profundo: o inconsciente. Jacques Lacan dizia que “o inconsciente está estruturado como uma linguagem”, ou seja, muitas das nossas emoções e comportamentos são resultado de histórias que aprendemos a contar para nós mesmas desde cedo. A terapia psicanalítica lacaniana ajuda a entender essas narrativas e a reescrevê-las de forma mais libertadora.

Para Lacan, a mulher é “não-toda” (pas toute) dentro da ordem simbólica — ou seja, ela é pressionada a se encaixar em ideais impossíveis (mãe perfeita, profissional impecável, corpo inatingíve, etc).

Lacan também afirmava que “o desejo do homem é o desejo do Outro”, e isso faz muito sentido quando pensamos na dificuldade que muitas de nós temos em dizer “não” ou em tomar decisões baseadas no que realmente queremos, e não no que os outros esperam. Desde pequenas, somos ensinadas a agradar, a nos encaixar. Mas até que ponto isso reflete nossos verdadeiros desejos? A terapia nos ajuda a distinguir o que realmente queremos daquilo que apenas aprendemos a desejar.

O duplo segredo (1927)

Superar barreiras emocionais não significa nunca mais ter dificuldades, mas sim aprender a lidar com elas de uma maneira mais consciente e leve. Lacan dizia que “não há sujeito sem falta”, ou seja, não precisamos ser perfeitas ou ter todas as respostas. A terapia nos permite encontrar formas mais autênticas de viver, sem medo de falhar ou de sermos imperfeitas. E o melhor? Esse caminho leva a uma liberdade emocional que nos aproxima de quem realmente somos.


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